O “Alquimia” acredita no poder transformador da arte. Ao longo de meses, o Coliseu Porto Ageas abriu as suas portas para acolher centenas de participantes que fizeram e recrearam um lugar distinto, uma casa de criação, de memória, de escuta e de futuro, alimentados pela criatividade, entusiasmo e generosidade. Este é um projecto que nasce dessa convicção rara de que a arte é uma das formas mais profundas de transformar, despertar memórias, criar pertença, devolver sentido ao encontro e, com as pessoas, transformar comunidades. Uma ideia lançada à terra fértil da imaginação e do cuidado.

“A Grande Árvore” é a celebração desse percurso. Eis o convite para sentir esta árvore e descobrir o Coliseu como nunca o viu, durante 20 horas de experiências artísticas e humanas surpreendentes, de entrada livre. Para celebrar aquilo que acontece quando uma comunidade decide crescer em conjunto.

Miguel Guedes
Presidente Coliseu Porto Ageas

A alquimia é a antiga arte da transformação. Chamava-se Grande Obra (Magnum Opus) ao percurso de transformação da matéria e, simbolicamente, do próprio ser humano: um caminho feito de sucessivas etapas, em que cada mudança prepara a seguinte.

É desta ideia de transformação contínua, crescente e consequente que nasce a Grande Árvore. Tal como uma árvore, cresce lentamente desde as raízes, estende os seus ramos e floresce. Enraizada na memória do Coliseu e do Jardim Passos Manuel, integra também as histórias, os saberes e os talentos dos alquimistas que lhe deram vida. O passado inspirou o presente, e cada nova experiência fez crescer a criação coletiva, revelada agora num programa intenso de mostras e apresentações.

O Alquimia é um programa artístico e social do Serviço Educativo do Coliseu Porto Ageas que utiliza a arte e a cultura como ferramentas de transformação pessoal e social. Totalmente criado e produzido por pessoas com mais de 65 anos, este Festival celebra o processo criativo e convida todos a fazer parte desta Grande Árvore.

Esta programação tem uma distribuição em formato jornal.

A Alquimia das Imagens | As Imagens das Palavras

De um trabalho construído com base nos princípios do coro teatral grego e rumando ao texto poético, nasce esta apresentação onde os participantes são convidados a exercícios de imagem bem como à exploração de leitura de texto.

Começando no exercício de exposição a luz UV, com os princípios do coro e corifeu do teatro grego, trabalhamos a consciência do grupo, do espaço, do eu e do outro. Começamos a travessia com exercícios de movimento sincronizado, passando pela criação de imagens estáticas e terminando numa exploração do texto poético e micro narrativo. Propomos assim uma viagem sensorial pelas imagens físicas, a criação de imagens no texto e a noção de serviço na arte cénica como gesto de empatia, comunicação e entrega. O que trazemos ao festival é a síntese de uma oficina de exploração teatral levada a cabo nos últimos três meses com participantes de características diversas, unidos pelo potencial transformador da/o ALQUIMIA.

Participantes: Grupos J e L
Responsável: Pedro Lamares
e Carolina Rocha

Amadeo e o Jardim Passos Manuel

Foi aqui, onde está o Coliseu, no antigo Jardim Passos Manuel, que em 1916, Amadeo de Souza Cardoso apresentou a sua única exposição individual de pintura. Neste vídeo, cruzando imagens reais e fictícias, tenta-se lembrar o artista e evocar o momento.

Em 1916, Amadeo de Souza Cardoso apresentou, no Jardim Passos Manuel, a sua única exposição individual realizada em vida. Sendo, à época, um dos lugares culturais mais frequentados da cidade, neste lugar Amadeo garantiu uma visibilidade ampla, junto de um público numeroso e diverso. Propondo pinturas com uma linguagem artística disruptiva, obteve críticas negativas por uns, mas também sinais de reconhecimento e admiração por outros. Nesse mesmo lugar ergue-se hoje o Coliseu do Porto onde este vídeo é apresentado. Construído a partir de gravações, fotografias editadas e imagens criadas com IA, esta curta procura evocar o ambiente do Jardim bem como a surpresa provocada pela pintura de Amadeo.

Participantes: Grupo E
Responsável: Márcia Branco

Ao Jardim dos Sorrisos

Este vídeo resulta de uma exploração em torno da relação entre o Coliseu, o jardim e as pessoas, em particular, as do grupo A do Alquimia. Da rua ao jardim, da flor ao sorriso, uma viagem visual carregada de simbolismo e afeto.

Retratando um percurso entre o Coliseu e o jardim de São Lázaro, é entre a arte e a natureza que este vídeo se instala. Compondo uma micro-história visual entre o caminho e o destino, esta peça convida à partilha da alegria, deixando-a integrar as imagens num crescendo de cores, flores e sorrisos. Uma reflexão sobre o que é, afinal, essencial no percurso da vida e no modo de habitarmos juntos a cidade, com tempo para ver, ouvir, sentir e valorizar a natureza, a arte, e o outro.

Participantes: Grupo A
Responsável: Filipa Godinho
e Mariana Barros

Até à Ribeira

Uma exposição fotográfica dedicada à icónica Ribeira, bem como à envolvência majestosa do Rio Douro. A Ribeira tingida à presença da Turma E ganhou nuances dignas de se captar.

Uma proposta do Alquimista Manuel David foi o impulso para o passeio-projeto. Num percurso guiado pelo próprio desde o Coliseu do Porto até à Ribeira, com indicações históricas e orientações, os colegas da turma E foram captando detalhes, cores, ruas. Na verdade, os registos foram do trajeto e não do destino, ilustrando a ideia de que a viagem que fizemos juntos foi mais valiosa do que a meta. Olhando além do óbvio a turma desafiou-se a incluir-se na narrativa da cidade, procurando os seus caminhos mais obscuros e belos. Fixas com molas numa corda, as fotografias fazem alusão às janelas coloridas eterno símbolo do Porto à beira-rio.

Participantes: Grupo E
Responsável: Márcia Branco

Bairro de Memórias

Esta proposta transforma memórias afetivas dos Alquimistas do Centro Histórico do Porto em retângulos de tela pintados, desenhados e carimbados, que se juntam num bairro coletivo. Nele, cada janela conta uma história, cada casa dá voz ao Porto.

O Bairro de Memórias junta três grupos de Alquimistas num exercício de transformação de afetos e vivências em retângulos de tela. Através do desenho, da carimbagem e da pintura, cada retângulo tornou-se uma janela: um lugar, uma rua, uma história pessoal ligada à cidade. Do processo livre e individual nasceu, assim, um resultado coletivo — um bairro composto por várias casas, habitado por memórias de cada um, encontrado amigos em cada janela, vizinhos da comunidade Alquimia. Mais do que um exercício plástico, esta atividade deu forma visível às memórias de quem vive, sente e é o Porto. Uma cidade contada por dentro, pelas vozes de quem a habita.

Participantes: Grupos D, G, K
Responsável: Júlia Pacheco

Begónia

Begónia é uma peça de dança que explora os ciclos de transformação, resiliência e renascimento através do movimento. Inspirada na delicadeza e força da flor que lhe dá o nome, convida à reflexão sobre o florescimento, a mudança, a memória, o encontro e o recomeço.

A força, vivência e vida trazida pelas mulheres do grupo foram o ponto de partida para a criação deste jardim florido de sensibilidade, beleza, emoção e respeito. Da imagem duma semente partiu-se para a construção e desenvolvimento do movimento, numa missão partilhada de cuidar, estimar, ajudar a crescer, a florir e a recomeçar. Ao longo dos exercícios cada participante foi desafiado a sair da sua zona de conforto e por caminhos nunca antes experimentados, indo ao encontro da sua essência através de gestos orgânicos. O resultado é uma linguagem física intensa, que traduz um universo sensível, simples e em constante mutação, tendo no movimento uma metáfora da vida.

Participantes: Grupo K
Responsável: Eliana Campos
e Carolina Martins

Coro Comunitário - C.O.R.O. (canta onde ressoa o outro)

Cantar é uma arte ancestral. Cantar é inerente a todos. Cantar com outros, é um luxo. Cantar é um desporto. Cantar desperta. Cantar embala. Quem canta ajuda, quem canta cria. Só cantando é que se sabe.

Um convite com ponto de encontro no coração do Coliseu – a sala principal, entre plateia e palco. Sem necessidade de experiência prévia, esta sessão abre-se a todos, de qualquer idade, com ou sem relação com o projeto Alquimia. Num processo de criação em modo coletivo e instantâneo, todos farão parte do processo de recriação do seu impacto nessa construção, da sua presença e sorriso, à sua voz e ideias.

Participantes: Todos os 12 grupos
Responsável: Patrícia Lestre
e Sónia Sobral

Céu e Terra

Céu e Terra reúne impressões botânicas em cianotipia criadas a partir de plantas recolhidas nos jardins e espaços públicos do Porto. Um herbário urbano que aproxima memória, natureza e território através da luz e da cor.

As plantas chegaram primeiro. Caídas nos jardins e espaços públicos do Porto, foram encontradas pelas alquimistas e guardadas como quem recolhe pequenas histórias da cidade. Depois veio a luz. Através da cianotipia — processo fotográfico que desenha em azul o encontro entre a matéria e o sol — cada folha deixou o rasto da sua passagem. Suspensos, os tecidos erguem um herbário entre céu e terra, onde o efémero se torna presença. No centro, permanecem as plantas originais: silenciosas testemunhas de um percurso coletivo que começa no chão da cidade e continua na memória de quem a habita.

Participantes: Grupo K
Responsável: Diana Fernandes

Co(m)sonância

Mais do que um concerto, Co(m)sonância é um manifesto sobre a dignidade do envelhecimento e a vontade de dizer “Não” à resignação.

Neste espetáculo a música não é apenas o resultado mas o reflexo de um processo de criação coletiva que une experiências pessoais. Ao longo de várias oficinas de partilha, um grupo de cidadãos locais construíram um cancioneiro inédito, onde os ritmos e as melodias nascem diretamente de momentos lúdicos e das histórias de quem viveu e vive intensamente a cidade do Porto. O palco transforma-se numa praça onde a dualidade navega entre memórias e vontades de novas aspirações. Através de sonoridades que viajam entre o pop, a música tradicional e a eletrónica subtil que evoca o pulsar urbano contemporâneo, o espetáculo celebra a valorização da idade sénior. As rugas e a tradição oral são aqui tratadas como património vivo, transformando vivências individuais em momentos sonoros coletivos.

Participantes: Grupo I
Responsável: David Valente
Joana Sarabando

Corpo Visual

Esta exposição traduz a experimentação fervilhante de quem explorou o Porto com o olhar. Do olhar individual ao coletivo, constrói-se um corpo que se mostra através das imagens fotográficas que narram um percurso partilhado ao longo de três meses.

Esta exposição traduz um percurso de descoberta criativa e afetiva através da imagem. A partir das histórias, memórias e olhares dos participantes a fotografia é explorada como instrumento de expressão visual, pessoal e coletivo, enquanto mediadora na criação de espaços de encontro e partilha. Cada participante redescobriu, através do seu olhar, o quotidiano, o bairro e as pessoas à sua volta. Através do registo dos momentos, dos gestos e do património vivo da cidade, a mostra coletiva inclui o contributo individual, criativo, de cada alquimista construindo um corpo visual sentido e sensível. Quebrando regras e propondo uma reeducação do olhar, o exercício foi também de liberdade criativa e experimentação livre.

Participantes: Grupo E
Responsável: Joel Fonseca e João Cruz

Corrente Alquímica

Esta instalação deriva de um fluxo de criação artística que atravessou três áreas artísticas, através de 6 grupos de trabalho. Uma conversa por imagens e palavras que reflete o espírito de interdependência e de colaboração do projeto.

Fazendo jus ao espírito transformador do projeto Alquimia, seis turmas de Fotografia e Vídeo, Escrita Criativa e Desenho e Pintura organizaram uma corrente de cocriação muito simbólica, dialogando entre si através das suas linguagens artísticas. A partir de fotografias de uns alquimistas foram criados textos por outros, e por sua vez encaminhados ainda a outros, que lhes responderam com desenhos e pinturas. Um diálogo subjetivo que constrói um sistema complexo, encadeado, no qual a conversa entre os participantes se expressa através da arte, deixando em aberto a possibilidade de continuidade infinita.

Participantes: Grupos A, C, B, E, H, F
Responsável: Joel Fonseca, João Cruz, Francisca Camelo, Margarida Feijó, Constança Amador, Ana Luísa Almeida

Da Parte ao Todo

Esta peça anuncia a todos os que chegam, ao que vêm: este é um projeto feito a partir das pessoas que o integram. Valorizando a individualidade de cada um, os corpos desenhados alinham-se revelando a palavra mestre do programa: Alquimia.

Esta instalação apresenta um conjunto de formas que anunciam o projeto à chegada: ALQUIMIA. Juntando várias peças, letra a letra, esta palavra compõe-se a partir do desenho de contorno dos corpos dos próprios alquimistas, num trabalho a muitas mãos. Erguidas sobre o foyer, estas pinturas afirmam-se como bandeira da comunidade: é assim, feito de gente, o Alquimia. Um anúncio visual da essência do Festival, que parte da valorização individual para a sublimação coletiva.

Participantes: Grupo B
Responsável: Constança Amador,
Ana Luísa Almeida

Despert’Arte

Esta curta-metragem traduz um caminho pelo mundo das marionetas inspirado na magia da transformação presente no projeto. Uma proposta que reflete a capacidade de trabalho e criatividade do grupo, que pôs literalmente as mãos à obra (de arte).

Percorrendo um intenso caminho pelo mundo das marionetas, este grupo pretende demonstrar a magia da transformação sentida e observada pelos alquimistas do grupo D. Cada marioneta foi criada e desenhada pelos próprios, que depois as filmaram em movimento, dando-lhes voz e vida perante a câmara. Traduzindo o espírito do projeto Alquimia, esta curta propõe um abraço aos alquimistas desta edição e também aos vindouros, que virão no futuro a integrar o projeto. Um elogio ao (re)encontro, à transformação por ele gerada, e à arte.

Participantes: Grupo D
Responsável: Carolina Dias

Expressões do Olhar

Esta mostra de trabalhos resulta da experimentação individual e coletiva em resposta às propostas de trabalho da oficina de desenho e pintura

Num ambiente de liberdade e descoberta, os alquimistas exploraram, ao longo do projecto, diversos materiais e técnicas numa aproximação às grandes temáticas da pintura. Desde a natureza-morta ao retrato, da paisagem ao gesto expressionista, passando pela sensação e simbologia da cor e texturas, esta exposição espelha o laboratório experimental vivido no Alquimia. Um elogio à diversidade que valoriza a singularidade expressiva de cada um.

Participantes: Grupos B e F
Responsável: Constança Araújo Amador
e Ana Luísa Almeida

Entre Encontro e Passagem

Este vídeo-poema é a expressão áudio-visual proposta pelo grupo A do Alquimia. Através do vídeo e do som, foi em resposta a desafios específicos, individuais, que a criatividade encontrou a expressão do coletivo.

Os alquimistas do grupo A propuseram-se, através de um olhar poético sobre a cidade, a desenvolver na forma de vídeo-poesia, uma proposta áudio-visual que se apresenta agora a público. Nascida através da realização de um poema coletivo à moda do movimento Dada, onde a sequência de palavras recolhida de forma aleatória, encontra significados múltiplos através da imagem e do som. O micro-poema agora proposto explora o olhar criativo dos alquimistas e as suas vivências pela cidade, na alegria da relação com o rio e a cidade, em camadas visuais e auditivas.

Participantes: Grupo A
Responsável: Joel Fonseca e João Cruz

Fado Falado, Fado Cantado

Fado Falado, Fado Cantado, é um espectáculo que celebra o Fado – um recital onde se canta o Fado e se diz a poesia que o Fado canta, lembrando poetas imortalizados pelas vozes de Amália, Marceneiro, entre tantos outros.

Neste espectáculo, os alquimistas do grupo L celebram o Fado, num recital onde se canta o Fado e se diz a poesia que o Fado canta. Neste recital são lembrados e homenageados poetas como David Mourão-Ferreira, Manuel Alegre, Luís de Camões, Pedro Homem de Mello, imortalizados em fados pelas vozes de Amália, Marceneiro, Carminho, Carlos do Carmo, Camané, Tristão da Silva, entre tantos outros. Habitando o palco da Adega do Coliseu, o grupo apresenta um espetáculo com a duração de cerca de uma hora, que resulta de um processo de apresentações intermédias e ensaios ao longo do projeto. Estão todos convidados a ouvir, mas também a participar, juntando, em alguns momentos, as vozes.

Participantes: Grupo L
Responsável: Diana Fernandes

(in)Visível

Instalada na sala principal do Coliseu, esta peça emerge do escuro e convida ao pensamento sobre conceitos, ideias e imagens. Escondendo umas partes e revelando outras, o jogo de visibilidades media-se pela luz UV, numa complementaridade visual e conceptual.

Emergindo do escuro, do que não se vê, esta obra faz-se revelar através de conceitos, palavras, ideias, num confronto com o imaginário comum. Uma instalação imersiva, com recurso a luz UV, que explora cores, manchas e letras enquanto desenho e pintura, erguendo-se no coração do coliseu como segredos revelados. Reaproveitando lonas antigas de espetáculos passados no Coliseu, esta peça dialoga com o lugar do espetáculo impondo um monumento de pensamento coletivo, que reflete o processo colaborativo do Alquimia.

Participantes: Grupos B e F
Responsável: Constança Araújo Amador
e Ana Luísa Almeida

Jardim Alquimia dos Sons

Neste lugar mágico, entre camarotes e história nasce um Jardim sensorial com árvores, pedras e lagos que produzem sons e convidam à passagem. Uma instalação que promete surpreender, guiando os visitantes pelo som dos pássaros e tornando todos parte da obra.

Num dos corredores do Coliseu, uma estrutura inspirada na estética do antigo Jardim Passos Manuel abre caminho para uma instalação multissensorial ecológica que convida à interação. Esta peça convida a um refúgio sustentável onde cada visitante percorrerá um caminho de pedras, feito com antigas notas de publicidade da sala de espetáculos, no qual cada rocha exibe uma palavra e revela um poema, passo a passo. Este cenário emoldura-se por paredes revestidas de azulejos artesanais, feitos de cartão e colagens de revistas, e por três árvores esculturais que se ativam musicalmente. Ao longo do percurso, um lago simbólico, iluminado, recria os candeeiros do jardim original numa cintilação mágica. Esta experiência visual e interativa está imersa numa paisagem acústica com cantos de aves, criada no contexto da oficina de música do Grupo I, do projeto Alquimia, devolvendo a melodia da natureza ao coração do Coliseu.

Participantes: Grupo I
Responsável: Carlos Correia ,
com contributo de Tiago Machado

Jardim dos Sentidos

Da vontade de abrir o projeto Alquimia à comunidade, nasceu a ideia de recriação de um jardim dos sentidos, com raízes na história da cidade. Deixamos o convite à partilha deste espaço, situado nas proximidades do Coliseu, fértil em sensações, emoções e histórias.

O projeto Jardim dos Sentidos nasceu de uma proposta lançada pelo Alquimia, à qual o grupo respondeu integrando o jardim dum dos membros, a Aurora. A ideia inspira-se no Jardim Passos Manuel enquanto espaço de encontro, convivência, memória e partilha, onde a arte e a natureza dialogavam com a história da cidade. Honrando os pequenos jardins das antigas “ilhas” da cidade como espaços de cuidado, encontro e proximidade, atualmente em extinção, também este Jardim dos Sentidos só se completa através da presença de quem o visita. Mais do que observar, este grupo convida todos a, numa curta caminhada, aceder a um jardim privado que foi preparado como uma experiência para despertar os sentidos, criando uma relação mais próxima, consciente e afetiva com a natureza, as pessoas e a história da cidade.

Participantes: Grupos G e H
Responsável: André Rodrigues

Mantra - Crio, Logo Existo

Em julho, os Mantras do Coliseu trazem a debate o papel que a arte pode desempenhar na transformação de pessoas, preconceitos e comunidades.

Este ciclo dedicado ao pensamento, que a cada mês reúne personalidades de diferentes áreas para debater sobre um determinado tema, partilhar ideias, desafiar perspetivas e inspirar a mudança, vai juntar convidados das áreas da saúde e da cultura, bem como participantes do Alquimia.
Juntos, vamos refletir sobre vulnerabilidade, medo, superação e saúde, levantando questões sobre o que precisa de mudar para que possamos viver com maior alegria numa sociedade mais inclusiva, respeitadora, aberta e justa. Convidamos todos, de todas as idades, alquimistas e público geral, a integrar este momento de pensamento coletivo sobre a alquimia da transformação, não para pensar sobre o que cada um de nós pode ser, mas para sonhar o que todos podemos ser juntos, e qual o impacto do encontro e da cocriação no nosso bem-estar.

Memórias de um Jardim

Lembrando o Jardim Passos Manuel, o foyer do Coliseu acolhe os visitantes num jardim de flores artesanais, coloridas e perfumadas. Será oferecida uma edição limitada de “sementes”, que levarão o jardim aos corações e casas de alguns visitantes.

“Memórias de um Jardim” transforma o foyer do Coliseu, lembrando o antigo Jardim Passos Manuel — outrora lugar de cultura, encontro e divertimento portuense. Os visitantes são recebidos por um jardim de flores artesanais, coloridas e perfumadas, feitas pelos Alquimistas. Numa edição limitada, será ainda oferecida a alguns visitantes uma simbólica “semente”: uma frase que pretende semear poesia nos corações, escrita sobre papel artesanal com sementes reais, para que cresçam, depois, em terra. Mais do que um jardim do passado, este é também um jardim do futuro — ideias e flores que crescerão nas casas de quem as cuidar.

Participantes: Grupo B
Responsável: Filipa Godinho, Mariana Barros, Miguel Almeida, Tiago Azevedo

Moldura Alquimia das Coisas

Para que a Alquimia deste festival fique na memória de quem nos visita, convidamos todos a usar a Moldura Alquimia das Coisas e a registar o momento em fotografia.

Este painel convida todos os visitantes a dar o seu rosto à preservação do nosso património cultural e natural. Entre uma viagem no tempo com a Peixeira e o Ardina, e a força da vida selvagem do Lobo, da Girafa e do Leão, o convite é simples: faça parte! Ao longo do processo de criação desta peça, cada tarefa, cada traço, cada pincelada foram feitos a várias mãos, carregando a dedicação e a alma da Turma I do projeto Alquimia. Escolha a sua personagem, coloque o seu rosto na abertura e tire uma foto para recordar!

Participantes: Grupo I
Responsável: Carlos Correia

O Coreto: Pedaço de um Jardim!

Entre no antigo Jardim Passos Manuel e descubra o Palco do Coreto por onde passaram músicos, cantores e bailarinos em “sessões ao ar livre”, que animaram a burguesia portuense até meados do século XX. Terá, também, oportunidade para apreciar de perto a recreação de um camarim de época.

O Jardim Passos Manuel foi o mote para o sonho: recriar, dentro do Coliseu, o Coreto da época! Esse espaço, outrora casa para concertos de música clássica, performances e espetáculos de natureza várias, tingiu o Jardim de ritmos e melodias que deliciavam a alta sociedade portuense. Também aqui, em determinados momentos deste festival, o “Coreto Alquimia” fará surgir ações performativas, encantadoras e surpreendentes. Uma casa para o deleite dos curiosos! Esta recriação, mais do que reproduzir o que outrora existiu, materializa vontades cruzadas de um grupo de alquimistas que se debruçou perante um desafio e o abraçou na vertigem.

Participantes: Grupo F
Responsável: Márcia Branco

O Primeiro Gomo da Tangerina

Textura. Cor. Aroma. Memória. Tudo na tangerina nos desperta e nos transporta. Convidamos os visitantes a conhecer os versos que este fruto despoletou nos Alquimistas através de uma instalação sensorial, em que serão também convidados a partilhar as palavras que a tangerina acordar em cada um.

A tangerina. As teias que a compõem, a textura da sua casca, a liquidez do seu sumo ácido, porém doce. A inevitabilidade do seu odor. As memórias que o atravessam, atravessando-nos a nós. Numa instalação onde transformamos a tangerina num planeta à parte, centro do seu próprio cosmos, poderão ouvir, como quem medita, os versos alquímicos tecidos a partir dela: à vossa disposição, o fruto enquanto receptáculo de um mundo pronto a degustar, verso a verso. Simultaneamente, num camarote exactamente do outro lado deste, convidamos quem nos visita a entrar dentro do universo da tangerina e… envolver-se com as palavras que lhe couberem.

Participantes: Grupos C e H
Responsável: Francisca Camelo e Margarida Feijó

Olhar (de) Novo

Partindo da discussão sobre o que é a fotografia e a normalização do olhar fotográfico, o grupo explorou novas potencialidades na captura da imagem tentando quebrar convenções. Esta exposição coletiva procura refletir diferentes visões, perceções e sensibilidades, celebrando a descoberta partilhada vivida pelo grupo.

Iniciando um processo de desconstrução do ver fotográfico os alquimistas do grupo A exploraram criativamente os espaços em seu redor e a cidade do Porto. As imagens procuram encontrar novos lugares que se escondem na cidade, que aqui se revelam de modo subjetivo e sensível, refletindo a vivência pessoal de cada um. Percorrendo o território de Passos Manuel e seu entorno, os alquimistas foram construindo um diálogo visual comum que explora a cultura do quotidiano através do espaço urbano rico, oferecido pela cidade do Porto. O trabalho fotográfico reflete não só a memória de cada um como estabelece uma relação especial criada entre cada alquimista através do ato de fotografar.

Participantes: Grupo A
Responsável: Joel Fonseca e João Cruz

Painel de Crochê

Ao conjugarmos os pontos, enlaçamos imagens e sonhos (alguns simétricos, outros baralhados!). Neste projeto comunitário e colaborativo é no amarelo da alquimia, que transforma metal em ouro, que se expressa o valor do projeto e da amizade entre todos os participantes do painel.

Tudo começou com uma amostra do “quadradinho da avó”, talvez o mais básico na aprendizagem da técnica do crochê. Dando lugar às ideias de cada um materializaram-se os conceitos: Equilíbrio, Espiritualidade, Mistério, Criatividade, Entusiasmo, Crescimento, Natureza, Confiança, Serenidade, Paixão. Estes foram os ingredientes para um arranjo idílico “levitante” e incorpóreo, que transcendeu o grupo e integrou os contributos de muitas outras mãos. Contando com a cooperação de alquimistas de todos os grupos, este painel de crochê resulta de muitas conversas, idas à loja de lãs e linhas, costuras, sessões de criação de crochê e, por fim, montagem. O resultado é um grande painel que demonstra um trabalho em grupo com dedicação, partilhas e afetos.

Participantes: Grupo G,
com contributos de todos os 12 grupos.
Responsável: André Rodrigues

Poema-Pessoa

Que poemas me marcam? Que versos falam por mim? Neste exercício, os Alquimistas foram convidados a escolher um poema – e apenas um – que os apresente, represente, e conduza toda a interação com o público. Aqui não encontrarão sujeitos poéticos: apenas Poemas-Pessoa.

Quais os poemas que mais me marcaram? E, de todos os poemas que consegui escrever, dentro do mundo íntimo que cada um deles carrega, qual deles me carrega a mim, mais do que eu a ele? Que versos falam por mim? E qual de nós chega primeiro aos ouvidos de quem me ouve? Eu, ou os meus versos? Neste exercício, os nossos Alquimistas foram convidados a escolher um (dos muitos!) poemas produzidos durante a oficina de escrita criativa e a interagir com o público, representando-se apenas e só através dos versos por eles criados. Aqui não conseguirão encontrar sujeitos poéticos: apenas Poemas-Pessoa, prontos a desvendar as suas metáforas – verso a verso, encontro a encontro.

Participantes: Grupos C e H
Responsável: Francisca Camelo
e Margarida Feijó

Poesia em Sombras

Este é um espectáculo que transforma a poesia num objecto artístico visual, sonoro e plástico. Uma proposta de materialização do poema, objecto artístico inicial, num processo de transformação que vai de arte em arte desde a palavra dita, à imagem e ao som.

A transformação pela arte é o mote dos Alquimistas: aqui confluem a poesia, a arte de dizer e o teatro de sombras, para a criação de um objecto artístico único, mas instantâneo, efémero, como possibilidade de reinterpretação do texto inicial, o ponto de partida. Partindo de um poema, o grupo L transportou para a criação o desdobramento das palavras e dos significados em sombras, formas, luzes e som, animando um espetáculo ao vivo que convida para um mundo poético e mágico, adivinhado atrás de um pano.

Participantes: Grupo L
Responsável: Diana Fernandes

Porto Filosófico

Um convite para parar para pensar, questionar e dialogar. Explorando, em conjunto, temas e perguntas do quotidiano a partir do olhar filosófico de cada um de nós, ampliamos a compreensão do mundo e de nós próprios.

Para este Porto Filosófico convidamos a comunidade a juntar-se aos nossos Alquimistas numa sessão de diálogo e reflexão filosófica. Através de um conjunto de regras e “ferramentas”, vamos estimular o exercício do pensamento crítico, criativo e colaborativo, incentivando a formulação de perguntas, a argumentação fundamentada e a escuta atenta dos outros. Valorizando a diversidade de pontos de vista como oportunidade de aprendizagem, propomos uma conversa aberta a todos, independentemente da sua experiência ou formação académica.

Participantes: Grupos D e G
Responsável: Tomás Magalhães Carneiro
e Fara Caetano

Porto Sentido

Condensando registos fotográficos de vários momentos vividos pela turma E, esta instalação ilustra a diversidade de atividades a que a Turma se predispôs.

Após nove meses de trabalho foi variado e múltiplo o material reunido fruto de trabalhos da Oficina de Fotografia e Vídeo mas, também, de momentos recreativos durante passeios e visitas culturais. Como amostra do amplo espetro de momentos vivenciados a várias estações e cores, esta instalação apresenta um conjunto de caixas de cartão pintadas e revestidas com imagens fotográficas. Os registos na amostra são o retrato de um projeto onde os Alquimistas foram simultaneamente artistas e modelos, olhando a cidade e olhando-se, entre eles, como testemunhas do encontro de uns com os outros.

Participantes: Grupo E
Responsável:
Márcia Branco

Quem somos? Onde estamos?

“Quem somos? Onde estamos?” é uma instalação que interrompe o percurso dos visitantes através de projeções de palavras sobre paredes e corpos. Um pensamento coletivo sobre identidade e o modo de sentir o Porto.

Esta é uma instalação com vídeo-projeção que convoca conceitos, ideias, imagens mentais, questionamentos e memórias. Dialogando com cada visitante de forma distinta, esta peça incita à interação com o texto e escala, gerando um jogo de movimentos para ser lida e pensada. Fruto do encontro de um grupo de pessoas muito diversas, esta obra nasce de um ponto comum: a cidade do Porto e a multiplicidade de formas de o viver, habitar e sentir. Um convite à desaceleração da correria contemporânea para dar tempo ao pensamento sobre a identidade – Quem somos? Onde estamos? Para onde vamos? O que sentes? Já sorriste, hoje?

Participantes: Grupo A
Responsável: Filipa Godinho, Mariana Barros, Miguel Almeida, Tiago Azevedo

Retratos-relâmpago

Começámos com um grupo de desconhecidos que, gradualmente, se revela. Cumprindo-se o milagre da palavra, o verso certo leva a que se reconheçam no fundamental para cada um. No final, um exercício de memória e de observação: quem é a pessoa que tenho à minha frente?

Vinte e sete desconhecidos e desconhecidas encontram-se. Apesar do que os une, cada Alquimista representa todo um universo particular que fomos vendo reflectido no que iam escrevendo e, sobretudo, no que iam revelando de si em cada conversa sobre temas (aparentemente, mas quase nunca) conciliadores. E ainda assim, cumpriu-se o milagre da palavra: com o verso certo, os corações acertam-se e reconhecem-se no fundamental: a cozinha da nossa infância; a primeira paixão; a saudade dos que se foram, o amor pelos netos, a vontade de contar histórias. Convidados a retratar, num flash, quem tinham à sua frente na sala, os Alquimistas revelaram o outro, a outra, entre o objectivo e o afectivo, mas tantas vezes em plena declaração de amor.

Participantes: Grupos C e H
Responsável: Francisca Camelo
e Margarida Feijó

Reviver o Jardim Passos Manuel

Entre 1908 e 1938 o Jardim Passos Manuel recebeu figuras ilustres da burguesia portuense que exaltavam classe, elegância e um estilo, naturalmente, contextual. Este momento propõe um desfile, exibindo algumas das peças de vestuário das décadas de 20 e 30.

Fruto de um processo de reinterpretação da Montra do Camarim do Coliseu, foi feita uma recolha de antiguidades, tais como, artigos de beleza e maquilhagem, vestidos e acessórios da época, e outros recortes da vida dos bastidores. Nesse âmbito, surge a ideia de um desfile de recriação do vestuário da época do Jardim Passos Manuel, habitando o Coreto (instalação criada por esta turma) e exibindo os coordenados, com acessórios, vestidos, sapatos e outros detalhes, numa expressão criativa que cruza décadas e liberdade! A ideia foi ganhando densidade a várias vozes e a vários tecidos, adquirindo tonalidades que só o processo alquímico permite.

Participantes: Grupo F
Responsável: Márcia Branco

TroBas em Movimento

Tendo todo o Coliseu como palco do movimento trovadoresco, os TroBadores do Alquimia vão viajar por todo o espaço ao longo do Festival, declamando as suas cantigas e divulgando o projeto e as suas artes.

Além da atuação que acontecerá na Adega, os trobadores estarão, inquietos, por todo o festival, acordando, intercetando e anunciando o que vem. Improvisando palcos temporários pelos corredores, estes TroBadores surgem e desaparecem sem avisar, cantando e declamando cantigas de amor, cantigas de amigo e cantigas de escárnio e maldizer, muitas vezes dirigidas ao projeto Alquimia e até provocando as obras apresentadas pelos outros grupos do projeto. Um encontro inesperado entre quem visita e quem canta.

Participantes: Grupo C
Responsável: Carolina Dias

TroBas Suspiradas

A poesia trovadoresca inspirou os alquimistas do grupo C a suspirarem cantigas de tempos passados e ideias presentes, num encontro íntimo a acontecer na Adega do Coliseu.

A poesia trovadoresca (séc. XII – séc. XIV) inspirou os alquimistas do grupo C a criar e apresentar cantigas de amigo, amor, escárnio e maldizer. Tendo como palco a Adega do Coliseu, imersos num ambiente que remete para tempos passados, estes TroBadores do Alquimia vão declamar cantigas da época, mas também cantigas atuais escritas pelos próprios. Num movimento trovadoresco, todo o Coliseu, o projeto Alquimia e as suas diferentes artes farão parte da temática, num desafio que honra o espírito trovador da época e celebra a frescura de espírito dos alquimistas participantes.

Participantes: Grupo C
Responsável: Carolina Dias

Viagem ao Topo do Evereste

“Viver é um risco”, disseram os alquimistas deste grupo e, porque assim o é, decidiram desafiar 15 alpinistas a subir, com eles ao topo do Evereste! Uma aventura ficcionada em formato de visita teatral cheia de surpresas, gargalhadas e muitas emoções. Que as bandeiras vos guiem!

Esta é uma visita encenada, dinâmica e teatral, que simboliza a luta pelo que é difícil, superando obstáculos, acreditando sem desistir, traduzida na imagem de uma subida ao Evereste. Qual o mais inatingível objetivo com que sonharam? Aqui, sonhamos alto! Fazendo desta subida uma metáfora, e considerando que “viver é um risco”, estes alquimistas arriscam uma experiência surpreendente, divertida e hilariante, na qual tudo acontece, degrau a degrau, até ao topo do Coliseu-Evereste.

Participantes: Grupo J
Responsável: Carlos Correia

Visita Guiada ao Coliseu

Uma visita guiada pelos Alquimistas pela história do Coliseu — desde o histórico Jardim Passos Manuel, que inspirou esta edição do festival, ao Coliseu que dele emergiu, onde estamos hoje, em festa.

Conduzida pelos próprios Alquimistas, autores deste Festival, esta visita percorre o Coliseu desvendando-o desde o foyer, aos camarotes e à sala principal, recuperando a história do edifício e do lugar onde hoje se ergue. Começando pela memória do antigo Jardim Passos Manuel, espaço que, no início do séc. XX, foi centro de cultura e encontro e que inspira o nome e o espírito desta edição do festival Alquimia. Mais do que uma visita histórica, este momento é um convite a olhar o Coliseu com os olhos de quem, ao longo de meses, se apropriou destes espaços, valorizando a sua história, património, importância sócio-cultural e legado.

Participantes: Todos os Grupos
Responsável: Diana Fernandes
e Filipa Godinho

Visita Guiada ao Festival

Esta é uma visita orientada ao Festival Alquimia, “A Grande Árvore”, feita pelos criadores das obras – os alquimistas. Além da visita às obras expostas esta atividade incentiva ao diálogo entre autores e visitantes.

É pela voz dos alquimistas que esta viagem se faz, conduzindo pequenos grupos de visitantes ao longo de um percurso por toda a exposição. Visitando e debatendo sobre todas as obras expostas e instalações, vamos conversar sobre processos, escolhas e histórias que atravessam o Alquimia. Uma oportunidade única para compreender o projeto, conhecer as obras expostas, descobrir os seus autores, e participar nesta grande festa de celebração da arte, do património, da natureza e das pessoas.

Participantes: Todos os Grupos
Responsável: Diana Fernandes
e Filipa Godinho

Voos sem rédeas

Num grupo de pessoas desconhecidas, unidas pela semelhança de idades, alguém lança a ideia de um projeto que lhes parece impossível. Superados os medos iniciais, revelaram-se ideias, preocupações comuns, talentos, e criaram-se vínculos para a vidas.

O projeto surgiu da consciencialização do grupo relativamente a temas importantes partilhados por todos, dentro da sua faixa etária. Das ideias surgiu a vontade de criar uma curta que abordasse as temáticas debatidas, aspirando aquilo que parecia impossível mas que, aqui, se apresenta cumprido. Proporcionando a criação de ligações e sinergias entre todas as pessoas do grupo, este projeto desafiador convidou à superação e transformação. Uma reflexão sobre a idade, o envelhecimento, os estigmas e a importância da preservação dos direitos humanos ao longo de toda a vida.

Participantes: Grupo H
Responsável: André Rodrigues

Encerramento e After Party

Porque todo o projeto Alquimia assenta sobre a construção da alegria, celebramos o Festival Alquimia a dançar! Estão todos convidados, alquimistas e público geral, para este encontro efusivo que faz acabar em grande o Festival.

Olhando o passado, presente e futuro com espanto e esperança, encerramos o Festival Alquimia da melhor forma – a dançar! Um momento de agradecimento e aplauso a todos os que arriscaram, a todos os que se entregaram e aos que tornaram esta festa possível.

Participantes: Todos os 12 grupos

Os Alquimistas

Grupo A
Alcino Miranda
Ana Maria Almeida
Antonio Negrão
Conceição Paulo
Fernando Ramos
Ingrid Trost
José Lino
Leopoldino Vasques
Lúcia Mota
Luísa Pimenta
Manuela Cunha
Margarida Marques
Maria de Lurdes Rito
Olga Figueiredo
Paula Pinto
Plautila Loureiro
Rosa Santos

Grupo B
Adelaide Camboa
Antonio Coelho
Élia Cacheira
Elza Neto
Emilia Britos
Ernestina Barbosa
Goreti Pinto
Irene Jesus
La Salete Lobo
Luciana Checchia
Lucilia Caturna
Manuela Macedo
Maria Coelho
Maria José Sousa
Maria Santos
Orquídea Magalhães
Paula Santos
Rosa Barros
Teresa Costa

Grupo C
Adelaide Braga
Ana Ferreira
António Melo
Célia Leite
Eugénia Covas
Fátima Ferreira
Fátima Rodrigues
Fernanda Santos
Inês Sarmento
Isabel Fecha
Isabel Silva
José Gabriel Rocha
José Moreira
Letícia Leitão
Marcia Ghelli
Maria Augusta Andrade
Maria Augusta Santos
Maria da Luz Teles
Maria de Fátima Melo
Mário Vieira
Pedro Lombas
Suzana Castro

Grupo D
Alberta Rocha
Ana Maria Nina
Antonieta Silva
Arminda Melo
Cândido Venceslau
Carlos Teixeira
Cecília Coelho
César Jesus
Claudete de Arroxellas
Cláudia Pereira da Silva
Emilia Lima
Fátima Bessa
Felismina Viterbo
Luísa Lopes
Maria Cândida Gouveia
Maria dos Anjos Mendes
Maria Fernanda Silva
Maria Luísa Alves
Natércia Vilariça
Teresa Silva

Grupo E
Adriano Ribeiro
Fátima Gomes
Fatima Oliveira
Filinto Nina
João Rodrigues
Madalena Leal
Manuel David Santos
Manuela Montenegro
Maria Ribeiro
Victor Neves

Grupo F
Alfredo Correia de Araújo
Ana Lucia Oliveira
Ana Moreira
Ângela Santos
Carlos Correia
Helena Fabião
Iria Pilão
Isabel Azevedo
José Luís Paranhos
Lúcia Correia
Manuela Garcês
Margarida Alves
Maria Alice Freitas
Maria do Céu Santos
Maria José Borges
Maria José Montalvão
Maria Sacramento
Odete Crespo
Paulo Tavares da Rocha

Grupo G
Adelaide Carneiro
Alain Pontoise
Ana Gouveia
Arménio Pereira
Augusto da Eira
Aurora Lopes
Benedita Trigo
Carmo Pacheco
Emília Fernandes
Fernanda Oliveira
Irene Campos
Irene Fernandes
Isabel Leal
Jorge Costa
Lucinda Queiroz
Manuela Veludo
Maria Alméria Cabral
Maria da Graça Nunes
Maria José Lage
Maria Licínia Silva
Norberta Moreira
Renato Fernandes

Grupo H
Álvaro Castro
António Teles
Conceição Gomes
Eugénia Teixeira
Helena Meleiro
Helena Oliveira
Isabel Leal
Jorge Maia
José Afonso Serrão
Junko Pais
Laura Fonseca
Luísa Barradas
Luisa Costa
Maria Felicidade Araújo
Maria Odete Fernandes
Marilia Ruano
Palmira Miranda
Paula Gomes
Regina Rafael
Rosa Castro
Susan Hoxie

Grupo I
Adélia Aresta
Adriano Silva
Afonso Vieira
Aida Ferreira
Albano Fernandes
Álvaro Braga
Ana Isabel Moreira
Angelina Correia
António Ferreira
Carlos Salgueiral
Eduardo Quirino
Fernanda Carneiro
Isabel Barbosa
Margarida Pinto Mouro
Maria Rosa Cabral
Olívia Teixeira
Teresa Veloso
Vasco Mália

Grupo J
Amadeu Pereira
Ana Pereira
Carmen Rosa Rodriguez
Carmo Reuter
Ermelinda Cerdeira
Eugénia Llorente
Fátima Gagean
Judite Rodrigues
Laura Rodrigues
Leonor Moreira
Lourdes Pereira
Maria Alice Lamares
Natércia Carreiro
Rosa Fernanda Sousa
Ruth Castro
Susana Diego
Teresa Seabra
Virginia Magalhães

Grupo K
Ana Pinto
Conceição Oliveira
Filomena Maia
Lucília Maia
Madalena Varela
Maria Amélia Araújo
Maria Clara Almeida
María del Canto
Maria Luísa Castro
Maria Rosa Castro
Maria Rosa Oliveira
Natália Pissarro
Paulina Costa
Rosa Aibéo
Rosa Maria Vieira
Serafim Costa

Grupo L
Alexandra Cordeiro
Ana Tavares
António Silva
Artur Santos
Carmina Monteiro
Cristóvão Pimenta
Elisabete Sampaio
Fernando Mota
Gilda Neves
Glória Marques
Graça Carvalho
Helena Pinho
Isabel Brandão
Isabel Pinho
Luísa Lima
Manuela Lages
Manuela Rodrigues
Maria Emília Sousa
Nuno Nogueira
Odete Martins
Olívia Brites de Sousa
Paula Chorão

Ficha Artística

Coordenação Geral
Filipa Godinho

Mentores
André Rodrigues, Carlos Correia, Carolina Dias, Diana Fernandes, Filipa Godinho, Márcia Branco, Mariana Barros, Miguel Almeida,
Tiago Azevedo

Oficinas
Dança e Movimento
Orientação: Eliana Campos
Assistência: Carolina Martins

Desenho e Pintura
Orientação: Constança Amador
Assistência: Ana Luísa Almeida

Escrita Criativa
Orientação: Francisca Camelo
Assistência: Margarida Feijó

Fotografia e Vídeo
Orientação: Joel Fonseca
Assistência: João Cruz

Música
Orientação: David Valente
Assistência: Joana Sarabando

Porto Filosófico
Orientação:Tomás Magalhães Carneiro
Assistência: Fara Caetano

Teatro
Orientação: Pedro Lamares
Assistência: Carolina Rocha

Coro Comunitário
Orientação: Patrícia Lestre
Assistência: Sónia Sobral

Produção e Gestão
Diana Fernandes, Mariana Barros

Produção Técnica
Tiago Mota

Design
Z

Apoio ao Projeto
Hugo Silva
Em Contexto de Estágio Curricular: Júlia Pacheco, Tiago Machado, Ana Carolina Silva, Gabriela Gavina, Margarida Oliveira

Avaliação de Impacto
Dra. Constança Paúl, Dr. Óscar Ribeiro (ICBAS)

Comissão de Acompanhamento
Área Metropolitana do Porto, Unidade Local de Saúde de Santo António, EPE., Universidade do Porto – Porto 4 ageing

Agradecimentos
Alfredo Teixeira, Associação D.R.A.M.A.S., Ateneu Comercial do Porto, Carlos Barradas Amaral, Catarina David, Celina Sakamoto, CLASP – Conselho Local de Ação Social do Porto, Cruz Vermelha Portuguesa, Escola Superior de Educação, Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo, Hugo Silva, Joana Andrade, João Castro, João Vaz, Joaquim Baldaia, Legislatuna, Mariana Dorigatti, Misericórdia do Porto, Pedro Martins, Rafael Carvalho, Reformers, Rui David, Rui Guerra, Samantha Jesus, Sempre Acompanhados, Sónia Monteiro, Teatro Nacional São João, Tiago Lima, Marta Silva

Parceiros Visitas Culturais
Associação Cultural de Músicos do Centro Comercial STOP, Associação D.R.A.M.A.S., Associação Quebra-dados, Casa da Arquitetura, Casa-Museu Fernando Castro, Centro Português de Fotografia, Espaço Galeria do Sol, Galeria Municipal do Porto, Galeria Nuno Centeno, Galeria SOLAR, Irmandade dos Clérigos, Mira Fórum, Museu de Arte Moderna Amadeo de Souza-Cardoso, Museu da Memória de Matosinhos, Museu Antero de Quental, Museu das Marionetas do Porto, Museu de Olaria Barcelos, Museu do Carro Elétrico, Museu Nacional Soares dos Reis, Palácio da Bolsa, Porto Post Doc, Teatro Municipal do Porto, Teatro Nacional São João

Associação Amigos
do Coliseu do Porto

Direção
Miguel Guedes | Presidente
Adriana Aguiar Branco
António Tavares
Maria João Castro
Nuno Lemos

Assembleia Geral
Alberto Amorim Pereira | Presidente da Mesa
Andreia Ferreira |
Vice-presidente
Ana Sofia Costa | Secretária

Conselho Fiscal
Gonçalo Mayan Gonçalves | Presidente
Pedro Sampaio | Vogal
Jorge Macedo & Nuno Borges, SROC, Lda., representada por: Jorge Macedo ROC e Nuno Alves Pereira ROC | Suplente

Equipa Coliseu Porto Ageas

Direção
Miguel Guedes

Administrativo e Financeiro
José Carlos Pinto Coelho,
Eduardo Cambra

Booking
Fátima Pinto

Produção e Gestão de Eventos
Graça Barreto, Juliana Agostinho, Luísa Teixeira

Técnico
Joaquim Madaíl, Luís Barros,
António Abreu, Artem Yakunin, Fernando Mota, João Pereira, Leandro Couto, Paulo Marinho, Tiago Mota

Serviço Educativo
Filipa Godinho, Diana Fernandes, Mariana Barros

Bilheteira
Celestino Teixeira, Paulo Alves

Frente de Casa
Eduardo Amorim Cambra

Comunicação
Sara Coelho, João Puig

Expediente e Logística
Justina Vilela

Recepção
Bruna Santos, João Couto, João Rosário, Manuel Lopes, Tânia Ferreira

Fotografia
Lara Jacinto

Vídeo
7AM

Mais informações em
alquimia@coliseu.pt

Coliseu do Porto Ageas
Rua Passos Manuel 137
4000-385 Porto
223 395 092

Coliseu do Porto Ageas 2025
Informações por alquimia@coliseu.pt